ENDARTERECTOMIA CAROTIDEA NA PREVENÇÃO
SECUNDÁRIA E PRIMÁRIA DO AVC ISQUÉMICO

ABRIL 1996

Recomendações Gerais

  • Todo o doente candidato a endarterectomia carotidea deve ser observado e seguido por Neurologista.
  • A estenose carotidea deve ser comprovada por angiografia.
  • Recomenda-se a monitorização da morbilidade e mortalidade - angiográfica + perioperatória - em cada Centro onde se proceda a endarterectomia carotidea.

A. Doentes Sintomáticos

1. Com indicação para endarterectomia carotidea

  • Doentes com Acidentes Isquémicos Transitórios (AIT) ou Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) isquémicos não incapacitantes, na presença de estenose da artéria carotida interna ipsilateral de 70% - 99%.

A endarterectomia deve ocorrer o mais rapidamente possível.

2. Sem indicação para endarterectomia carotidea

  • Doentes com AIT ou AVC isquémico não incapacitantes com estenose da artéria carotida interna ipsilateral <30%.
  • Doentes com AIT ou AVC isquémico não incapacitante e oclusão da artéria carotida interna ipsilateral.

NOTA: Estas recomendações não se modificam em caso de:

  • Presença de estenose intracraneana ipsilateral no doente com estenose da artéria carotida interna extracraneana.
  • Presença de aneurisma intracraneano assintomático.

B. Doentes Assintomáticos

Indicação Aceitável

  • Estenose da artéria carotida interna >70% em Centros com morbilidade e mortalidade - angiografica + perioperatória - <3%.


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GEDCV - Grupo de Estudo das Doenças Cerebrovasculares
Modificada em 4 de Novembro, 1998

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